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Capítulo 2

História e Origens

Conheça o marco inicial da religião mais brasileira do mundo e as circunstâncias extraordinárias do seu nascimento em 1908.

15 de Novembro

Ano de 1908

Niterói, RJ

Bairro de Neves

Umbanda

Zélio de Moraes

O Jovem Fundador

Aos 17 anos, Zélio Fernandino de Moraes sofria de ataques inexplicáveis. Levado a uma sessão espírita kardecista, uma entidade manifestou-se através dele pela primeira vez de forma consciente.

Ao ser questionado sobre quem era, pois apresentava-se de forma diferente dos padrões europeus da época, a entidade declarou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas.

A Solenidade de Fundação

16 de Novembro de 1908 · 20:00h

Conforme prometido, no dia seguinte, às 20 horas, na residência da família Moraes, em Neves, reuniu-se uma pequena multidão de curiosos, médicos e membros da Federação Espírita.

O Caboclo das Sete Encruzilhadas manifestou-se novamente e estabeleceu as normas da nova religião. Ali foi fundada a primeira casa de Umbanda: a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.

A entidade determinou que a prática seria baseada no Evangelho e na Caridade, onde os espíritos de Pretos-Velhos e Caboclos teriam voz para orientar e curar, sem nunca cobrar por seus serviços.

Os Primeiros Fundamentos

  • Uniforme Branco: Símbolo de igualdade e pureza.
  • Caridade Gratuita: "Dar de graça o que de graça recebestes".
  • Atendimento Universal: Aberto a todas as classes sociais e raças.
  • Auxílio aos Enfermos: Foco na cura espiritual e física.

O Manifesto de Amor

"Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho para fundar uma religião que admita todos..."

— Caboclo das Sete Encruzilhadas

Justiça Social

Num Brasil que ainda perseguia tradições afro-brasileiras, a Umbanda surgiu para dar voz aos oprimidos e integrar elementos do espiritismo, catolicismo e raízes nativas numa síntese única.

Caridade Pura

A base estabelecida foi a caridade gratuita. Ninguém deveria cobrar pela ajuda espiritual, consolidando o lema: "Dar de graça o que de graça recebestes".

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